sábado, 30 de dezembro de 2017

EXISTEM OUTROS CAMINHOS
Prefiro manter a minha estupidez humana...
Não sou conservador, nem liberal demais.
Ando tanto por caminhos tortos, como lineares...
Não me importo com o discurso,
Sou desses vagantes
Nem fanático, nem equilibrado...
Sou louco por inteiro e
Verdadeiro pela metade.
Não lanço luz sobre o principal,
Quando a realidade é o vídeo mais artificial da vida.

Prefiro manter a minha estupidez humana...
Não sou observador da mente insana.
Não consigo sintetizar a vida cotidiana.
Há tantas teorias pra simplificar
Essa modernidade...
O padrão é uma perfeita imperfeição,
Vazio de si mesmo.
Ainda prefiro as vadias e velhacas ideias,
Aquelas que se podiam comparar com as boas e novas.
Mas, não sou analista, nem suporte de sistemas midiáticos.
É por isso que prefiro seguir outros caminhos
Ou do contrário manter a minha estupidez humana.
ENTRE OPINIÕES DIVERSAS
OU VÁRIAS POSSIBILIDADES
DE AÇÃO...

O que me faz pensar?
O caminho...
É o que ele quer mostrar
Por isso a porta está aberta
Nada me prende
Nesse caminhar...
Mas é tão difícil se desprender
Da dúvida...
Da encruzilhada
Se os poetas fossem vazios
Os poemas estariam cheios do nada
Se os loucos fossem realistas
As mentes estariam sem as fantasias
Tardia
É a estrada
Que não se consegue seguir...
Qualquer partida
Precisa de uma chegada
O que me faz pensar?
O coração...
Enquanto as batidas
Permanecerem
Enquanto a mente
For resistente
Eu estarei com a clareza da estupidez
Humano que sou...
Frágil
Forte
São
Insano
EIS-ME AQUI DIANTE DE MIM MESMO: NU
Na minha vida
Cada sorriso raro
Cada beijo profundo
Cada palavra sossegada
Cada carinho sem desperdício
Tudo foi constituindo
O meu caminho
Transformando meu jeito
Me levando ao acaso
Entre os prazeres do caos
E os desejos do paraíso
E assim fui sentindo
Cada porrada
Cada abraço
Cada verso
Cada carta marcada
Nada foi de graça
Nem o abismo
Nem a solidão
Nada, nada foi em vão
Ou foi por merecimento
Ou foi pela pureza da paixão
Na minha vida
O amor foi sempre algo pra depois
As guerras sempre presentes
O ódio às vezes como as pétalas da flor
A minha mente outras vezes agindo como se fosse o coração

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

O HOMEM DO LEME
Um dia eu vou embora
Assim como qualquer forasteiro
Sem deixar rastros lá fora
Sem me deixar por inteiro
Um dia desses eu desapareço
Como o tempo que passa
Como todo destino tem seu preço
É esse o sopro que me devassa
É como na vida que me abriga
É como o amor verdadeiro
Um sentimento maior que não desliga
É o meu levar que leva o timoneiro
Um dia eu vou partir
Mas feliz de qualquer forma
Pois nesse mundo o que me transforma
Me conforta diante de um breve sorrir

sábado, 23 de dezembro de 2017

Em Órbita


A solidão
É a plenitude
Pra quem quer...
...em qualquer lugar
Sempre estar

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Não é ir embora 
Nem tampouco despedir-se
É um desafio
Pra contemplar 
O interior

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E, assim, pra se sentir
Livre... tão livre...
Em queda livre
É livrar-se do tudo
E do nada

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É a companhia...
Uma coragem pra enfrentar
Uma poesia
É querer só estar
Com Deus, com a vida

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É a convivência
Com a terra
O fogo
A água
E o ar