domingo, 19 de outubro de 2025

 Ainda há espaço na memória (?)


há coisas que andam guardadas dentro de mim.

Coisas que não consigo me desfazer.


são tantos os disfarces que, mais se parecem artifícios das artes.

Mas, já ouvi dizer, por aí, que tudo faz parte de tantas outras partes.


não há uma só realidade no meio de tantas outras verdades. 

É só abrir cada gaveta pra se lembrar que nada mudou.


É assim que as coisas ficam presas no esquecimento.

É assim, mesmo, que as coisas ficam perdidas no tempo.


sbs

sábado, 8 de março de 2025

 Até que a morte nos separe 


A morte não separa,

Somente o desamor,

Pois a vida é tão clara

Na alegria e na dor.


Além do que nos espera 

Ou é sagrado ou é profano. 

Tanto é Anjo como é Quimera.

É nada mais do que um ledo engano.


Será que é como imaginamos?

Entre malditos e benditos,

São só os reflexos do que somos,

Tão pequenos e famintos.


É por esse longo caminho 

Que se anda pra sempre unido,

Mesmo que seja em desalinho

O amor é correspondido.


sbs

domingo, 2 de março de 2025

 Às vezes, caem estrelas do céu. 


Eu estou tão perto 

De qualquer sentimento 

Que se sente incerto, 

Há todo o momento.


É como tudo que nasce verdadeiro. 

Às vezes, chega por último 

E fica sendo como o amor primeiro. 


Pois, não há maior acerto legítimo 

Que floresce na flecha do cupido.

É como se fosse pra sempre no íntimo.


sbs

sábado, 24 de agosto de 2024

 Versos Incertos 


Nos versos que deixei

Perdidos por aí 

Não sei se me esqueci 

Ou se esqueceram de mim


Não sei 

Pra onde foram

Se saíram insanos 

Ou se me deixaram 

Por engano 


Há tantos em qualquer canto

Desprendidos do coração sem teto 

E escondidos no sentimento urbano 


Mas são com eles 

Que eu converso 

Como se não fossem 

Meus versos confessos

Em certos momentos

Afins 



sbs

domingo, 9 de abril de 2023

Sinceramente

 Sinceramente 


Dizer que faz parte,

Nem sempre é a melhor explicação.

Mas, faz parte...

E, é, tão, pior que a própria razão.


O que me parte o coração

É essa divisão,

Que dividiu em duas partes

O amor pela metade.


Agora eu sinto saudades

Das lembranças

Das verdades

Da imaginação.


Fazer o que

Se o meu instinto

É tão real

Quanto a minha ilusão.


Dizer que faz parte,

Entre a vida e a morte,

Partindo ou não

É olhar por inteiro.



Espelho Espelho Meu

 Espelho Espelho Meu


Alguém um dia me disse

Que não vale apena

Viver tão intensamente

Por ninguém 


Eu 

Até acreditei

Por longos 

Meio século


Hoje eu estou desacreditado

Por ter acreditado

No meu

Eu



ordenando as ideias

 ordenando as ideias 


de alguma forma

me comprometo

mas não vou me pronunciar

neste momento


a minha palavra

tem pouco alcance

é que de cima

soa baixo


e fica cada vez mais comum

o meu silêncio

agonizando

a todo instante


incessantemente

de forma muito rápida

sinto a falta

do relógio sem tempo


de alguma forma

preciso me adaptar

com o andar dos ponteiros

seja na hora que for 


e assim uso no cotidiano

pra desvendar meus defeitos

com efeitos efêmeros

eternos demais