Da floresta que nos resta
Havia vida lá fora
Havia um tempo
E todo o tempo
Não havia a hora
Era tudo da vida
Da vistosa natureza
Das infinitas estrelas
Dos raios de luz do sol
Da poética suave da lua cheia
E agora
O que o asfalto nos deixou
É o tanto que nos resta
Da floresta que nem se enxerga mais
Era tudo da vida
Dos pássaros livres
Dos índios da terra
Das águas límpidas
Das ninfas da floresta
E agora
Imensos paredões concretados
O som duro dos motores
E o gosto de corpos carbonizados
Havia vida lá fora
Havia em cada grão os sonhos
Na fragilidade dos amores
E as nuanças das flores
Pois não havia a hora
Agora
Da floresta que nos resta
São as belas imagens
Sobrevivendo em telas de artistas
(sobre foto de Leandro Selister - "DA FLORESTA QUE NOS RESTA"
A exposição "Arte em circulação)

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