Maldito Cão
Eu, filho do mundo,
Sem rumo, sem luz no fim do túnel,
Sentindo medo a cada desafio.
Eu que nasci de um jeito absurdo,
De um sujeito imundo,
Filho-da-puta.
E que de puta ela náo tinha nada.
Eu, maldito e mal pago,
Fodido e cagado,
Sofrendo como se fosse operário,
Que se abaixa para o patrão,
Para lamber as suas botas.
Mas, eu sei que não...
Não sou esse padrão que aceita migalhas.
Eu e esse maldito cão
Que me persegue até nos sonhos em váo,
Que me desgraça e me inferniza,
Me carregando pelas garras sujas
E infectadas da sua úlltima caçada.
É circo, é pão...
Diabético que sou, nunca tive uma vida doce.
sbs

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