Dedicado ao amor verdadeiro
Ele fez estrelas brilharem
Em teu olhar.
É como o amor faz pra encantar.
Ele fez anjos se amarem.
E, de tão puros eles caíram,
Como se fossem estrelas cadentes.
O que o amor pode trazer,
O amor, também, pode levar,
Como água corrente.
Terra, fogo e ar,
Também, pertencem
Ao teu ato de amar.
Assim, como os espinhos
Que aos pouquinhos, ferem
Em desvairados carinhos,
Amar é saber cuidar
Sem que a luz dos olhos
Deixe de brilhar.
Ele sabe do encanto que há,
Na janela da alma...
Quando a luz começa a entrar
É como, se fosse, um beijo no cantinho,
Um sussurro quase tímido
E um sorriso disfarçado de quero mais.
O amor não escolhe o destino,
Apenas tenta, outra vez, seguir o caminho,
Mesmo em desalinho, em busca da eterna felicidade.
sábado, 25 de janeiro de 2020
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
PROPRIAMENTE DITO
Já fui desses malditos,
Sem alma, sem paixão.
Trilhei caminhos infinitos,
Num vai e vem, num ir em vão.
E os anjos que eram benditos,
Dilaceraram o meu coração.
Tantos eram os caídos...
Meu bem, meu mal.
Meus amores feridos,
Numa profundeza abissal.
Sussurros e gemidos.
Paz em guerra astral.
O maior nem sempre vence...
"dos males, o menor"
O futuro a Deus pertence.
É o que há de melhor.
Mas, ainda, há quem pense
Que, ainda, está por vir o Pior.
Serão dias de fúrias,
À espera do perdão.
Enquanto houver as luxúrias,
Haverá a loucura e a solidão
E tantas outras algúrias,
Até que a esperança nasça da razão.
Já fui desses malditos,
Sem alma, sem paixão.
Trilhei caminhos infinitos,
Num vai e vem, num ir em vão.
E os anjos que eram benditos,
Dilaceraram o meu coração.
Tantos eram os caídos...
Meu bem, meu mal.
Meus amores feridos,
Numa profundeza abissal.
Sussurros e gemidos.
Paz em guerra astral.
O maior nem sempre vence...
"dos males, o menor"
O futuro a Deus pertence.
É o que há de melhor.
Mas, ainda, há quem pense
Que, ainda, está por vir o Pior.
Serão dias de fúrias,
À espera do perdão.
Enquanto houver as luxúrias,
Haverá a loucura e a solidão
E tantas outras algúrias,
Até que a esperança nasça da razão.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2020
Vibrações
como as pétalas rosas
adornam o meu jardim
e trazem pra mim
o que há de melhor
como as pétalas rosas
adornam o meu jardim
e trazem pra mim
o que há de melhor
minha vida decorada
entre sonhos que se desbotam
e amores que os renovam
algo que parece não ter fim
as flores que me encantam
vivem dentro do meu canto
casamento romântico
que me fortalece
(sobre a fotografia de Gaby Benedyct - foto de flores rosas)
entre sonhos que se desbotam
e amores que os renovam
algo que parece não ter fim
as flores que me encantam
vivem dentro do meu canto
casamento romântico
que me fortalece
(sobre a fotografia de Gaby Benedyct - foto de flores rosas)
?E qual é a chave
que abre a letra E?
A cor da felicidade,
Entre a amarela e a azul,
Que fecha-e-abre,
De norte a sul...
Qual é a chave?
E o que tem na letra "E"?
Desenho em hachuras,
Tramas e travessuras,
Esperança de criança
Até o envelhecer.
É como a arte,
Que vem à sua mente...
Cor-de-rosa tapete,
Flor, amor, semente,
País da Alice, entre eu e você.
que abre a letra E?
A cor da felicidade,
Entre a amarela e a azul,
Que fecha-e-abre,
De norte a sul...
Qual é a chave?
E o que tem na letra "E"?
Desenho em hachuras,
Tramas e travessuras,
Esperança de criança
Até o envelhecer.
É como a arte,
Que vem à sua mente...
Cor-de-rosa tapete,
Flor, amor, semente,
País da Alice, entre eu e você.
(sobre a fotografia de Leandro Selister: Desenhos de Verão I)
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
Respeito à igualdade de direito
triste é o que não muda
como é a realidade
uma verdade profunda
como é a sociedade
quanta iniquidade
triste é a vida imunda
que todo o governo fecunda
de domingo à segunda
tantas vidas nas ruas
quanta complexidade
simples pessoas que andam nuas
todas despidas do respeito à igualdade
direito é mais que necessidade
políticas e politicagens
são cheias de cinismo e falta de caráter
triste é o moribundo que jaz cadáver
nas cruas e malditas paisagens
humano que é habita só na coletividade
viver assim numa vida inteira
seguindo um padrão sem eira nem beira(sobre a fotografia de Leandro Selister. Em, tristicidade .
Tristicidade 211
Rua Freire Alemão. Porto Alegre. RS)
triste é o que não muda
como é a realidade
uma verdade profunda
como é a sociedade
quanta iniquidade
triste é a vida imunda
que todo o governo fecunda
de domingo à segunda
tantas vidas nas ruas
quanta complexidade
simples pessoas que andam nuas
todas despidas do respeito à igualdade
direito é mais que necessidade
políticas e politicagens
são cheias de cinismo e falta de caráter
triste é o moribundo que jaz cadáver
nas cruas e malditas paisagens
humano que é habita só na coletividade
viver assim numa vida inteira
seguindo um padrão sem eira nem beira(sobre a fotografia de Leandro Selister. Em, tristicidade .
Tristicidade 211
Rua Freire Alemão. Porto Alegre. RS)
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
O GÊNIO CRIADOR
(ou o enganador)
É muito mais difícil
Seguir à métrica,
Do fim ao início,
que seguir em linha reta
Ou escalar as paredes de um edifício,
Como se fosse a principal meta,
No princípio do suicídio
(sem obstáculos, sem paraquedas).
Há um conjunto de regras,
Que regem a medida
E não permitem espaço para a perfídia.
Não há como trair, a si mesmo, na próxima curva,
Se na trajetória não há...
O verso continua o seu ritmo.
Inconfundível é o modo de versejar
Próprio de um poeta.
É muito mais fácil
Fazer versos de pouco valor poético,
Pra poder roubar o amor da amável donzela.
É como se fosse seguir o resto da maioria,
Enquanto a minoria se afoga
Na rigidez de um maestro,
Louco pelos seus apegos trágicos
Pois, só e somente, é ele o monstro estro.
(ou o enganador)
É muito mais difícil
Seguir à métrica,
Do fim ao início,
que seguir em linha reta
Ou escalar as paredes de um edifício,
Como se fosse a principal meta,
No princípio do suicídio
(sem obstáculos, sem paraquedas).
Há um conjunto de regras,
Que regem a medida
E não permitem espaço para a perfídia.
Não há como trair, a si mesmo, na próxima curva,
Se na trajetória não há...
O verso continua o seu ritmo.
Inconfundível é o modo de versejar
Próprio de um poeta.
É muito mais fácil
Fazer versos de pouco valor poético,
Pra poder roubar o amor da amável donzela.
É como se fosse seguir o resto da maioria,
Enquanto a minoria se afoga
Na rigidez de um maestro,
Louco pelos seus apegos trágicos
Pois, só e somente, é ele o monstro estro.
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