sábado, 31 de julho de 2021

 O que há de vir...

Ando por esses caminhos
Que um tal de destino
Finge em ser por acaso...
E, por acaso,
Quem nunca fingiu?
O que há de vir
Agora, antes ou depois
(Deus é amor)
É tão fácil dar início
Ao que é proibido.
Mas, é tão difícil parar com o vício...
Ando cruzando destinos,
Apagando e escrevendo um novo caso.
Sorte. Fado.

sábado, 24 de julho de 2021

 Quando eu era criança, muitas vezes, caia da bicicleta

As cicatrizes são elas que demarcam
O que se perdeu no momento,
Enquanto tudo estava consciente.
Antes, eram feridas abertas na carne e na alma
E, agora permanecem na memória,
Num vai e vem...
Algumas cicatrizes se tornam ridículas,
Ao passar dos anos,
Até risadas se dá...
E, outras cicatrizes ainda navegam
Em uma dor que não existe mais.
Mas, mesmo assim estão latejando lá...
As cicatrizes são elas que nos derrubam
E são elas que nos levantam,
Enquanto a tristeza for crescente.
Mas, depois de cabeça erguida a vida segue
E nada permanece eternamente.
É como tudo que aparece de repente.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

 Um dia a gente encontra o verdadeiro amor

Penso, com carinho, no amor
Não há sonho sozinho.
É preciso que a gente ame,
Desesperadamente,
Sem esperar nada
Absolutamente.
Penso, no caminho, com a razão
Não há realidade na ilusão.
É preciso que a gente ame,
Absolutamente,
Sem esperar nada
Desesperadamente.

 Inquietude

Tem que ter coragem
Pra ir embora
E voltar mais tarde
Você ainda vai olhar no fundo
Dos olhos da saudade
Ou da loucura quem sabe
Era uns dias desses
De tão bonito
A dor não era quase nada
Aquela despedida
Não parecia
Apenas um adeus
A porta era a saída
Era simples
E não era engano
Sair sem dizer
Qual era o plano
Então saiu de um jeito
Sujeito engraçado
Com um sorriso leve
E despreocupado
Nem sempre disse pra onde iria
Nem sempre foi pra onde disse
Por isso livre ele vai
Encontrar o quê?
Talvez o amor
Quem sabe a paz
Ou qualquer outra coisa
Quando se busca a felicidade
Pois nunca é tarde demais

quinta-feira, 22 de julho de 2021

 Faça de conta

Diga-me tudo pela loucura
Pois se há coisa mais absurda
Que a própria mistura
Entre alguma coisa
E coisa alguma
Então que seja com amor
Com ternura
Mesmo que pareça sem cor
Sempre há um gosto de doçura
Que irrompe da ruptura
Amargura
Dor
Tão alucinante como a tortura
Entre pétalas de margaridas
E
Estrelas infinitas
Que tingem os céus
Transformando pelos tempos
Memórias em ano-luz
De todo o esquecimento
Pelas perdas
Pelos beijos
Quem saberá
Se
Os sonhos são desejos
E se vale apena pensar
Diga-me
Tudo
Pela loucura

segunda-feira, 19 de julho de 2021

 Eu Ando Desnudo

Meu coração não me prende,
Como me prende a minha razão.
Existe em minha alma
A palavra solidão.
Mas, que não me deixa somente
Pois, só é apenas uma palavra
Que não desfalece em meu coração.
Ainda eu sou desses que conhece os segredos
Escondidos do medo do objeto da paixão.
Ainda eu sou desses que não implora,
Nem chora pelo amor em vão...
E quando isso acontece
Eu tenho tido mais pecados,
Golpeando o perdão.
É quando e de repente
A luz irrompe, revelando a minha nudez.

 Objeto Do Amor

Malditos animais
Humanos que somos
Carnívoros
Canibais
E outros falsos insanos
Meu pai
Não levarei
O mundo em meus ombros
Minha mãe
Me encanta
Os meus delirantes sonhos
Sou eu
O teu
Objeto do amor
Sou eu
O filho de Deus
Ateu
Que tudo prometeu
E nada fez
Santos benditos
Perdidos
Entre tantos carnavais
Vestidos de anjos
Ou de demônios ancestrais
És tu
Alma e carne
De vida inteligente
Que engana
Que mente
És tu
A própria imagem
Da imagem que alguém te imaginou
Somos todos
Objeto do amor