sábado, 14 de agosto de 2021

 DAS DELIRANTES PAIXÕES

Das delirantes paixões
Que tive
Nenhuma me tirou o sono
Como a que senti
Na última vez
Foi algo
Tão alucinante
E extremamente
Luminosa
Como se fosse mil estrelas cadentes
Ri
Por sentir o que senti
Amei devagarinho
O que era breve
Como as coisas boas da vida sempre são
Essa paixão
Me tomou inteiramente
E até me causou febres
Como acontece
Quando ataca os batimentos do coração
Não havia nenhum
Senão
Quando se vive em um mundo
Único
Das delirantes paixões

sábado, 7 de agosto de 2021

 É A MINHA IMAGINAÇÃO OU TALVEZ EU NÃO QUEIRA REALMENTE SABER QUEM EU SOU

Eu olho pra você e tento entender
O que nós fizemos
E o que deixamos de fazer.
Você entra dentro do meu ser
E tenta me compreender.
Talvez seja eu que não enxerga.
Talvez seja eu que tem toda essa pressa.
Eu olho pra você e finjo que nada vejo
O que eu fiz e o que eu deixei de fazer.
E mesmo assim você tenta me dizer,
Que há coisas na vida que ainda vale apena viver,
Além do que se pode ter.
Talvez seja o que eu ouço do que os outros pensam de mim.
Talvez seja a minha falta de interesse em não saber lhe ouvir.
A culpa é minha e de mais ninguém...
A culpa é de quem?
Eu olho pra você e tento me entender...
O que eu fiz por você
E o que eu deixei de fazer.
A culpa é minha e de mais ninguém.
A culpa é de quem?

terça-feira, 3 de agosto de 2021

 OUÇA O TEU SILÊNCIO

Te digo meu amigo
Ouça o teu silêncio
Pra que a vida tenha mais sentido
E não fuja do abismo
Mesmo que a queda seja inevitável
Confrontar os teus fantasmas
É o maior salto para o diálogo
És tu contigo mesmo
É como estar diante do espelho
Entre dois desconhecidos
Um grita mais que tudo
E o outro diz bem baixinho
Um quase nada
Te digo meu amigo
É no teu silêncio que é possível
Ouvir as estrelas pulsarem
Sentir o poema atravessar à tua alma
Tocar no desejo sem atropelar o encanto
Ver o despertar da flor
Como se fosse o amor-perfeito
É no teu silêncio
Que o anjo aparece
Que o cavaleiro te protege
Que a mãe-natureza aquece o teu coração
É no teu silêncio
Que tu dizes

 ALGUÉM OU ALGO EU SEI QUE EU VOU DEIXAR PRA TRÁS

Por que eu sinto tanta saudade,
Se eu ando sempre sozinho
Sem deixar pra trás,
Entre tantos caminhos,
Amores demais.
Eu venho seguindo assim,
Escrevendo os meus sonhos
E apagando os caminhos.
Talvez seja esse o principal motivo,
Sentir de mais do que eu sinto.
A saudade
Ela vem
E ela vai,
Viajando por tantos destinos
E pairando em algum esconderijo.
Ainda eu vou superar
Essa dor,
Essa coisa minha,
Essa luz tremula,
Essa triste doçura.

 Numa Imensidão inCompleta

Esses caminhos,
Alguns têm pedras
E outros têm trilhos.
Às vezes em linha reta
E outras vezes curvilíneos.
É assim que se segue na vida...
Às claras. Às cegas.
Não há portas, nem janelas.
Mas, é como a solidão
Numa imensidão completa.
E sempre há as frestas
Para o vento passar
E soprar em nossos ouvidos
Como nos guiar
Nas idas e vindas.
Antes, nós estávamos livres
Como as multidões inquietas.
Agora, nós estamos presos
Como os corações apaixonados,
Numa imensidão incompleta.

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

 EXAMINANDO DETALHADAMENTE A MIM MESMO

O que eu fiz de mim
Pra minha vida andar sozinha?
Será que foi o caminho que segui
Entremeado em fantasias.
Talvez, viver assim mergulhado
Nas profundezas d'alma
Descobre-se que, às vezes, ela está vazia.
Enquanto isso o tempo me castiga,
Revelando nas linhas
As marcas do dia a dia.
O que eu não fiz pra mim
Certamente eu tenha feito pra alguém,
A bondade do querer bem
Ou a maldade do que mal tem.
É difícil saber o saber.
É preciso encontrar os próprios erros
E acertá-los de uma vez.
É fácil apontar o dedo em riste
Pra quem não se sabe quem
Ou para alguém que eu conheça muito bem...
Eu sei,
de mim mesmo,
tão pouco.
E,
já, é muito
pra saber.

 Como é possível saber (?)

Sinto a minha dor
como se fosse a maior dor
do mundo.
Mas, a minha dor é tão pequena
diante da dor dos outros.
Afinal de contas,
há dor maior ou menor
diante do que cada um sente?
E se sente a mesma dor
ou dor desigual...
não há como medir a dor de cada um
pois, cada um sente a sua dor
de forma diferente.