quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

ACREDITAR QUE ALGO É POSSÍVEL
MESMO QUANDO HÁ INDICAÇÕES
DO CONTRÁRIO

Ainda que as folhas secas
Caídas no chão
Permaneçam em silêncio
E esquecidas nas horas
Sem o soprar do vento
Ainda assim paira no ar
A sensação das folhas que fremem
Acariciando a privação
É como se fosse melancolicamente
Tentar sentir o pulsar do coração
Amansando o respirar
É quando se sente o estalar das folhas
Irrompendo Uma a uma
Num coro claro e crescente
Deixando levar-se às lembranças perdidas
Inesquecivelmente
É como se fosse acordar entre as ilusões
E de repente sentir o luar abraçando
Qualquer vazio da imaginação
Trazendo um feliz outono em dias de verão
Ainda assim as folhas secas permanecerão retidas
No fundo da alma como a esperança que não morre
Quantas vezes se pode dizer adeus e novamente voltar
Quantas vezes eu quis
Ver meu destino
Nas linhas espirituais
Que registram as minhas origens
Quantas vezes você me disse
Que era pra mim acreditar
No que eu tivesse fé e nada mais
E, então, segui assim por muito tempo
Eu errei muitas vezes a direção
E fiz questão de esquecer
E esqueci o certo do errado
Pra poder entender a dúvida
Eu acertei muitas vezes
Mas duvidei sempre da minha razão
E esse pobre coração
Que viveu cercado da solidão
Quantas vezes desisti de mim mesmo
E me refiz das cinzas pra me livrar das cargas pesadas
Conquistei sonhos tortos
E me fortaleci como um castelo medieval
Quantas chances eu tive na vida
Pra me regenerar e buscar o amor dentro da paz
Quantas vezes fui e voltei
Quantas vezes me desprendi e me prendi
Eu em voos rasos
Bebi da fonte
Eu mergulhei profundo
E mesmo assim me transformei em fogo
Quantas vezes eu pude amar
Eu que sempre quis um único lugar
Quantas vezes eu fugi da vida
Eu que sempre quis viver demais
Quantas vezes
Quantas vezes
Quantas vezes
Quantas vezes

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

APRENDA A MEDIR A SUA PULSAÇÃO

Quando o calor do teu corpo
Atinge a minha alma humana
Como se fosse um golpe certeiro
O universo imerso no verso
Mistura-se à noite escura
E a alvura da luz etérea
Quando o calor do teu corpo
Sussurra em minha pele
Como se fosse o inverso
Da mais doce inocência pura
Uma sutil frescura
Invade o ninho da razão
Quando o calor do teu corpo
Espalha-se em partículas
Atravessando o inverno
Que hiberna o meu coração
Provoca a sensação mais louca
Como se fosse a mais sínica das paixões
Quando o calor do teu corpo
Envolve-se em meus sonhos
Como um anjo caído do ninho
É porque o amor sofre das convulsões
Nas ilusões que se perdem
Melancolicamente em cada pulsação

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Será que você vai me entender (?)
(a canção)

eu tenho muitas coisas
muitas só pra te dizer
o que eu sinto agora
não tem hora pra se saber
se é a hora certa
com certeza nem quero entender
explicar, explicar
por que querer explicar ?
se não há mais ninguém
que possa me ajudar
eu tenho muitas lembranças
e que comigo estão sozinhas
à procura de um mundo
pra que eu possa esquecer
desse medo de tudo
dessas noites vazias
se entregar, se entregar
pra conquistar qualquer lugar
será que vale apena ?
o que vale apena pra se encontrar
eu tenho que sair
só pra me divertir
eu tenho que me sentir
só pra ficar feliz
eu tenho que sorrir
só pra não ficar assim
mas o que há demais
se não há nada mais pra se pensar
se não há mais ninguém
que possa me ajudar

domingo, 7 de janeiro de 2018

Aquilo que rasteja

Há uma estreita relação entre os humanos e os objetos..
A evolução é tanta, que a igualdade com os santos-do-pau-oco,
Deixariam envergonhados as cobras e os lagartos.
O OBJETO IGNORADO DA ALMA HUMANA
Impuro
São os corpos
Estranhos
Contaminados
Por preconceitos
Com ares de uma pureza
Insana
E com a aparência das mentes sãs
Que devoram os corações
Que ignoram os segredos
Que se alimentam do medo
Impuro
É a imaginação
Que conduz aos desejos
Dos falsos profetas dos templos
Que sangram
Envenenando as etéreas paixões
Sacrificando o mundo inteiro
Num êxtase intermitente
Entre episódios rápidos
E logo só... tão lentamente
Como o beijo da serpente

sábado, 6 de janeiro de 2018

Teu Lilás...
Lilás ou violeta...
Uma nuance mais clara do roxo
Mas, o que importa é a beleza,
Nas pétalas dessas flores,
Que aparece com delicadeza
Teu lilás tem na mistura desses amores
O azul com o vermelho...
Como se fosse o amanhecer
Como se fosse o teu corpo inteiro
Como se fosse o pôr-do-sol
Magia do ocaso no alvorecer
Quem te quer, que te queira o bem...
Sentimento puro como das místicas cores
É como se fosse a luz desse bem querer
No lilás da ilha Terceira dos Açores