sexta-feira, 6 de março de 2020

ONDE TU ESTÁS?

És tu,
Poeta da Via Láctea,
Que na luz nos dá,
Sentidos
E, insana consciência.


És tu,
Poeta da Via Láctea,
Que das centelhas,
Feitas de estrelas,
Cria universos de poemas.


És tu, Poeta,
Que inventa brincadeiras
De pirilampos,
Que dançam em versos

À noite inteira.

És tu, então,
Um certo brincalhão
Onde a solidão é o menor silêncio,
Das palavras sinceras,
Que encantam as nossas ilusões.


És tu, louco poeta,
da lucidez completa,
que surge nos meandros
dos desejos
como, se fosse, poeira cósmica.


És tu, Poeta,
O barqueiro que navega
No esconderijo da memória

E rouba segredos,
Das imaginações transitórias.


És tu, Poeta,
O grão que constroi,
Castelo de areia
Que nunca desmorona,
Que permanece na paixão eterna.


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