domingo, 1 de janeiro de 2017

O INSTANTE MOMENTO DE ESTAR À TOA
Quando o indizível vem, Meu bem, O silêncio se torna imenso, Ficando preso na atmosfera, Como uma esfera que te cerca... ...transformando teus desejos E tuas vontades Em livres reféns.
Quando a urgência É a tua emergência, A alma não se acalma, Nem o corpo também... ...privando a tua memória De uma breve história. Frágil inocência da violência Que te retém...
Quando algo te poda, É o teu pescoço na corda... Quanto mais te culpa, Mais teu grito te sufoca... E todo laço e abraço, Teu soluço corta... E a percepção que assusta, Bate em tua porta.
Quando todo mundo Em tua volta, Te consome E ninguém te acorda, O caminho se some Em uma rua vazia, Sem voz e sem nome... E o destino não se solta
Quando se descobre Que a cura É a própria ferida, Se vê que a loucura É a mais breve saída... Um caminhar sem rumo Um divagar no escuro Um andejar sem futuro.

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